O trágico alerta do incêndio no Hospital Badim (RJ)

As evidências apontam que o fogo no Hospital Badim, na zona norte do Rio de Janeiro, em 12/9/2019, começou num gerador de emergência situado no subsolo. Ao menos 14 pessoas morreram, a maioria por asfixia e inalação de fumaça.

 

Tudo indica que um curto circuito no gerador não foi devidamente interrompido pelos equipamentos elétricos. Além disso, o gerador estava em local inadequado, de difícil acesso, onde eram armazenados todo tipo de objetos, inclusive produtos inflamáveis. Cenário para uma tragédia anunciada.

 

Desastres deste tipo poderiam ser evitados porque as tecnologia atuais e as normas técnicas são eficientes, específicas e claras. Basta que sejam cumpridas.

Curto circuitos em geradores podem ser causados por falhas na isolação (aquecimento causado por um dimensionamento errado ou uma montagem mal feita, umidade, sujeira, deterioração da vida útil, etc.) ou falhas mecânicas (montagem errada, mal uso, manutenção falha, etc.).

 

Seja qual for o caso, a origem é sempre uma especificação de compra ruim: compra-se barato serviços e equipamentos ruins que podem causar tragédias como a do alojamento do Flamengo ou esta do Hospital Badim.

A "especificação mal feita" começa pelo projeto de baixa qualidade, pela montagem contratada de empresas não idôneas com o uso de materiais sem qualidade e com a operação feita por pessoas sem qualificação ou sem treinamento.

 

Todavia, a responsabilidade não é apenas dos proprietários que somente enxergam custo (despesa) onde deveriam enxergar qualidade (investimento). Nós, os técnicos, temos uma obrigação que aumenta a cada trágico alerta que se repete: precisamos denunciar situações de risco, proteger as exigências de segurança e promover o debate e a qualificação em nossas empresas e entidades profissionais. Seminários, palestras, cursos e treinamentos com ênfase no cumprimento das normas técnicas e de segurança podem contribuir muito para preservar vidas.

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